Segurança também vende
A lei no 6.514, de 22/12/77, exige o uso de equipamentos para proteção
individual, destinados à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Pela obrigatoriedade, o segmento se tornou claramente promissor. Com esse incentivo, basta que os revendedores invistam em uma exposição inteligente e ações de conscientização para obter lucro
Todas as construções ou empreitadas e até mesmo as indústrias (cada uma de acordo com a sua atividade e riscos correspondentes) são obrigadas a fornecer aos seus trabalhadores, gratuitamente, todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), adequados aos riscos pertinentes a cada atividade e em perfeito estado de conservação e funcionamento.
O conceito legal de EPI seria todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. A obrigatoriedade do seu uso é regulamentada pela lei no 6.514, de 22/12/77, que altera o capítulo V, do título II da CLT. Além desta, existe a portaria 3214/78, que aprova as normas regulamentadoras – NR, do mesmo capítulo, iniciando com 28 normas, dentre as quais a NR 6 (Equipamentos de proteção individual).
A Norma Regulamentadora 6 – NR 6, com redação dada pela Portaria no 25, de 15 de outubro de 2001, publicada no DOU em 17 de outubro de 2001, estabelece as disposições relativas aos EPI. O texto completo da NR 6 encontra-se disponível no site do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE (www.mte.gov.br).
De acordo com a legislação, a empresa é obrigada a fornecer os EPIs nas seguintes circunstâncias:
• Sempre que medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
• Enquanto as medidas de
proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
• Para atender situações de emergência.
Cabe ao empregador adquirir o equipamento adequado ao risco da atividade, exigir seu uso, fornecer somente o EPI aprovado pelo órgão nacional competente, orientar e treinar o trabalhador quanto a seu uso, guarda e conservação e substituí-lo imediatamente quando extraviado ou danificado, responsabilizar-se pela sua manutenção e higienização. Além disso, ao fornecer um EPI ao empregado, devem ser efetuados o registro formal desta entrega e preparado um formulário com nome do local e endereço, data da entrega do EPI, tipo de EPI e número do Certificado de Aprovação obtido no Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (CA), e, por fim, a assinatura do empregado.
O assunto é sério e pode se tornar caso de polícia se não for cumprida a lei. E como se esse já não fosse um motivo suficientemente bom para convencê-lo a investir já na venda de EPI, saiba que com essa demanda crescente a tendência é que o segmento seja cada dia mais lucrativo. Uma seção de EPI tem bom giro nas revendas, afinal, o desgaste dos produtos, por causa da intensidade do uso, é grande, necessitando constantemente de reposição.
Medidas necessárias
O segmento da construção civil no Brasil é hoje um dos maiores causadores de acidentes no trabalho por falta ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual. Sem falar que é um dos itens que mais geram déficit financeiro aos empregadores, quando, por situações adversas, um funcionário é afastado de suas atividades por acidente de trabalho. O Ministério do Trabalho, por sua vez, está fiscalizando e vem autuando aqueles empregadores que não cumprem a lei, já que o INSS tem um custo alto por causa de ocorrências dessa natureza.
“Infelizmente, ainda não temos uma completa conscientização do uso dos EPIs. Além disso, temos ainda empresários que consideram a compra do EPI uma despesa e não um bom investimento. Temos leis muito boas, mas não cumpridas. O segmento construção civil ainda é o que causa o maior índice de acidentes no trabalho.
Destacamos algumas causas desses altos índices de acidentes no trabalho: o desemprego (o desempregado aceita trabalhar em quaisquer condições, por mais precárias que sejam); o analfabetismo (a falta de instrução impede que o trabalhador tenha a real noção do perigo); a injusta distribuição de renda, a exploração do trabalho infantil, a globalização (o objetivo maior é o lucro); a terceirização (mascara a responsabilidade e propicia o trabalho de pessoas desqualificadas); uso de drogas”, diz Adalberto Granado Dias, gerente comercial para a linha Dura Plus, da Balaska.
“Observa-se ainda a falta de conscientização e informação por parte do próprio usuário, que tem o EPI disponível mas não o utiliza por considerá-lo dispensável, desconhecer os riscos da atividade que está desenvolvendo ou mesmo por algum tipo de preconceito”, diz Cristiano Zwiener, diretor da Vonder. A empresa tem investido constantemente na produção de material informativo e treinamento de seus consultores comerciais e técnicos e também de seus clientes, preparando-os tanto para indicar o EPI mais adequado a cada usuário quanto estar atento às oportunidades para oferecer o produto. “Esses profissionais tornam-se influenciadores da compra desenvolvendo um importante trabalho de orientação e conscientização do consumidor final, informando-o muitas vezes sobre possíveis riscos oferecidos pela atividade desenvolvida, seja no ambiente de trabalho ou doméstico e alertando para a necessidade e importância da utilização dos Equipamentos de Proteção Individual”, afirma Zwiener.
“O mercado de EPIs nos últimos anos evoluiu bastante. Mas acreditamos que ainda tem muito a ser melhorado, principalmente no que diz respeito à fiscalização e ao controle de fabricantes de EPIs. Infelizmente, ainda no mercado é possível encontrar EPIs de baixíssima qualidade, que não oferece o mínimo de segurança e saúde”, explica Eduardo Yukio Sabanai, da Alpargatas.
As leis prevêem também atividades a longo prazo que ajudam a criar uma mentalidade coletiva favorável ao uso de EPIs. A maioria das empresas que hoje utiliza alguns desses equipamentos organiza a SIPAT, Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, que tem como objetivo integrar e conscientizar os trabalhadores sobre a importância de conservar e proteger sua saúde e integridade física.
As empresas devem, anualmente, de acordo com a NR 5 da portaria 3214/78, promover a SIPAT, desenvolvendo palestras, tendo temas voltados para segurança e saúde do trabalhador. “A legislação brasileira, principalmente no que tange o setor industrial, é bastante rígida quanto à obrigatoriedade de uso dos Equipamentos de Proteção Individual. Nota-se, neste aspecto, uma melhora sensível com o passar dos anos. Os demais segmentos, os não-industriais, dão sinais de que no futuro próximo tendem a trilhar o mesmo caminho, embora hoje ainda sejam embrionários. As leis e normas estão presentes, contudo a fiscalização quanto à sua aplicação ainda é incipiente. Outro aspecto bastante relevante é que a conscientização da necessidade de proteção individual por parte dos trabalhadores ainda é bastante falha, por falta de informações”, diz Marcelo A. Zuiani, da 3M. Por isso, a empresa mantém o Departamento de Soluções para Saúde Ocupacional, que tem como premissa básica o processo educacional do mercado. “Nós cremos que temos a responsabilidade de transmitir a nossos clientes, usuários e mercado em geral as informações pertinentes e necessárias para que haja a definição apropriada do equipamento de proteção individual adequado ao risco em que se está exposto, aliadas ao seu correto uso e manutenção. Esta responsabilidade do fabricante deve ser estendida a toda cadeia de distribuição, uma vez que são também multiplicadores do conhecimento e estão na linha de frente com os usuários. Seu papel, além de criar negócios, é também o de conscientizar seus clientes de que alguns produtos oferecidos a eles por baixo preço podem não estar na prática protegendo os usuários dos riscos presentes no ambiente de trabalho”, afirma Zuiani.
Com dez anos de mercado, a Bramex está oferecendo ampla linha de produtos voltados para a segurança no trabalho. Entre os Equipamentos de Proteção Individual que levam a marca Bramex destacam-se óculos de segurança, óculos de proteção, máscaras descartáveis e luvas de malha pigmentada, com certificados de aprovação (C A ) do Ministério do Trabalho.
Os produtos Bramex são testados com a mais alta tecnologia, o que garante qualidade a preços competitivos. A empresa conta com ampla rede de distribuidores e representantes em todo o território nacional.
Acontece no setor
A Bracol lança no mercado uma nova geração de botas de PVC: a linha Acqua Fort, com design moderno e arrojado que garante extremo conforto e máxima proteção nas mais diversas situações, com certificação de aprovação do MTE. Com fabricação própria da Bracol, são oferecidas nas cores preto, branco e azul (com cano e solado mono ou bicolor), com cano curto (28,5 cm) ou longo (38,5 cm), com ou sem forro de algodão. Tem calcanhar reforçado com ranhuras que facilitam o descalce, proteção especial para os tornozelos e estrias horizontais que ajudam o calço.
Seu solado é em polímero plástico reforçado com PVC e filme nitrílico. Por ser acanalado antiderrapante permite boa tração, fácil limpeza e não impede o fluxo de líquidos. Conta também com alguns componentes técnicos como biqueira de aço resistente a impactos de 200 J e compressões de 15 kN e palmilha de aço resistente a perfurações com força até 1100 N.
A linha Acqua Fort oferece total impermeabilidade, resistência à abrasão e ao contato com substâncias líquidas, como leite, gorduras animais e vegetais, óleos, produtos químicos e detergentes em geral, sendo indicadas para o trabalho em agroindústrias, frigoríficos, serviços de jardinagem, exploração de minérios, indústria alimentícia, indústria química, construção civil e muitos outros segmentos.
A Balaska foi constituída em 1991, com o objetivo de fornecer Equipamentos de Proteção Individual aos mais diversos segmentos de mercado. Inicialmente, teve seu foco direcionado às indústrias em geral. “Em meados de 2000, iniciamos o desenvolvimento de uma linha de produtos, a Dura Plus, focada no auto-serviço em lojas de materiais de construção, casas de tintas, supermercados, lojas de produtos agropecuários etc. Elaboramos embalagens auto-explicativas que facilitam a escolha do consumidor para o produto que melhor atende a sua necessidade. Por meio de um trabalho que chamamos de ‘piso de loja’, popularizamos a comercialização e o uso dos EPIs nesses segmentos destacados. O início do projeto baseou-se na dificuldade que pequenos consumidores tinham no acesso à compra desses produtos”, lembra Adalberto Granado Dias, gerente comercial para a linha Dura Plus. Hoje em dia, graças a esse trabalho, já é possível encontrar máscaras, óculos, luvas e atenuadores de ruídos até em supermercados.
A Balaska fornece atualmente a linha Dura Plus para as maiores redes de supermercados e Home Centers do Brasil, aproximando cada vez mais o EPI do consumidor final, seja ele um empreiteiro, um pedreiro, um trabalhador de fim de semana e até a dona de casa.
A linha Dura Plus se renova constantemente. “Começamos com 200 itens no catálogo e hoje temos mais de 400. Aperfeiçoamos continuamente os produtos que são oferecidos. Nosso principal diferencial é que nos dedicamos exclusivamente à proteção individual do trabalhador”, diz Dias.
Os produtos Dura Plus encontrados nos pontos-de-venda são os mesmos homologados e consumidos nas maiores indústrias brasileiras. Com isso, o consumidor tem a tranqüilidade de adquirir produtos já testados diante dos mais diferentes riscos a que estão expostos os trabalhadores. A empresa tem uma equipe técnica capaz de orientar com segurança e, por meio da exclusiva linha de embalagens, mostra ao consumidor a melhor e mais correta forma de utilizar os equipamentos.
A novidade da Dura Plus para este ano foi o desenvolvimento em parceria com a Alpargatas de uma linha exclusiva de botas de PVC. São as Botas PRO Dura Plus. Embalagem prática, conforto, segurança, design e cores atraentes avalizam o produto.
A linha de EPIs da Vonder é composta por luvas de látex, nitrílicas e mistas (raspa/lona e vaqueta/lona); cones de sinalização; óculos de segurança (7 modelos e 4 diferentes opções de cores) e óculos ampla visão; máscaras para solda, protetores faciais e lentes; máscaras descartáveis; botinas de raspa (com e sem biqueira de aço) e botas de PVC; capacetes e carneiras; protetores auditivos tipo plug e concha; capas e aventais de PVC.
Os equipamentos de proteção individual Vonder são produzidos de acordo com rigorosos padrões de qualidade e possuem o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho (CA), proporcionando muita segurança e tranqüilidade ao usuário no desenvolvimento de suas atividades profissionais, domésticas ou lazer (hobby).
Entre os últimos lançamentos da linha de Equipamentos de proteção individual da Vonder estão os óculos de segurança e as botas de PVC. São 7 modelos de óculos de segurança em 4 opções de cores: incolor, âmbar (amarelo), verde e fume.
Os Óculos de Segurança Vonder são resultado de intenso trabalho de aperfeiçoamento e testes em modernos laboratórios. Suas lentes são confeccionadas em policarbonato, conferindo ao produto resistência e durabilidade, além de tratamento anti-risco e proteção aos raios ultravioleta – UVA e UVB.
Todos os modelos são indicados para proteção contra impacto de partículas volantes. As lentes verde e fumê (cinza) são indicadas ainda contra luminosidade intensa e a âmbar (amarela) é adequada para ambientes escuros, aumentando a visibilidade.
Os óculos Vonder possuem certificado de aprovação no Ministério do Trabalho e são comercializados em embalagem blister, facilitando a exposição e o armazenamento em gôndolas e seções de auto-atendimento.
Bulldog, com hastes articuladas tipo espátula com 6 (seis) fendas verticais, para ventilação indireta, pode ser utilizado com óculos de grau; Foxter, com hastes articuladas tipo espátula com ajuste deslizante de comprimento, com proteção lateral; Maltês, com hastes articuladas tipo espátula com meia proteção lateral; Labrador, hastes articuladas tipo espátula com ajuste deslizante de comprimento, com proteção lateral; Pit Bull, hastes plásticas articuladas tipo espátula com ajuste deslizante de comprimento e ajuste de altura, com meia proteção lateral; Pointer, hastes articuladas tipo espátula com proteção lateral dotada de 7 (sete) fendas verticais, para ventilação indireta; Rottweiler, hastes articuladas, apoio nasal em plástico maleável.
O PVC das Botas Vonder é injetado em duas etapas, proporcionando características distintas ao produto: solado mais duro (proteção aos pés e aumento da vida útil da bota) e cano mais macio (maior flexibilidade e conforto). Impermeáveis à água, as botas Vonder estão disponíveis nas cores branco, preto com solado amarelo, do número 33/34 ao 45, com ou sem forro interno, sendo o forro confeccionado em malha sintética de nylon, indicado para a utilização em locais onde haja umidade.
A Alpargatas atua no segmento de Segurança e Saúde no Trabalho com a tradicional marca Sete Léguas, com mais de 40 anos. A empresa é especializada em calçados de segurança e proteção, com uma grande variedade de produtos para atender todas as áreas de utilização.
São botas especiais para combate a incêndio, calçados especiais para uso em baixas temperaturas, como em frigoríficos, botas para uso na indústria mineradora, indústria da pesca, para o agronegócio etc. Todas levam tecnologia específica, de forma a garantir a segurança do trabalhador.
Os lançamentos da empresa são: Bota Sete Léguas Tech Fire, Sete Léguas Tech Mineradora e Bota Sete Léguas Tech Long. A Bota Sete Léguas Tech Fire, especial para combate a incêndio, leva um retardante de chamas e é equipada com biqueira e palmilha de aço, proteção do metatarso etc. O modelo Tech Long é como se fosse uma calça impermeável, para uso na indústria de pesca e também empresas de saneamento, nas quais o trabalhador tem contato com locais alagados.
A 3M dispõe do departamento Soluções para Saúde Ocupacional, responsável pela fabricação e comercialização de três grandes linhas de Equipamento de Proteção Individual: equipamentos para proteção respiratória, para proteção auditiva e para proteção ao soldador. Existem vários modelos de equipamentos, destinados às mais variadas exposições do usuário aos riscos existentes em seu ambiente de trabalho. Estão disponíveis soluções eficientes para atender aos mais diversos segmentos industriais e não-industriais (saúde, construção civil, reparação automotiva, agronegócios, prestadores de serviços etc.) de nosso mercado de trabalho”, conta Marcelo A. Zuiani.
Zuiani explica que a 3M tem um histórico de inovação. Desta forma, diversos produtos são lançados anualmente para adequar as linhas de Equipamentos de Proteção Individual disponíveis às várias normas e leis que regem o assunto segurança do trabalho no País e atender às necessidades do mercado quanto às características e benefícios desejados para os mesmos.
Os mais recentes lançamentos são os respiradores semifaciais dobráveis 9910 (para poeiras e névoas) e 9920 (para poeiras, névoas e fumos de solda). A empresa apresenta também o respirador 1/4 facial com manutenção com cartucho único, mais compacto e leve para processos em que haja pintura e versátil por ser facilmente armazenado.
Outra novidade 3M é a linha de respiradores sem manutenção, tipo concha para proteção contra agentes biológicos como o bacilo da tuberculose, destinada ao mercado hospitalar, e que necessita de embalagem diferenciada para atender a uma legislação específica como a requisitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Publicado em 29 de agosto de 2006 por Equipe ConstrucaoTotal